Sexta-feira, Setembro 30, 2005



Não espere. Não desespere.
Helê


Quarta-feira, Setembro 28, 2005



Essa noite sonhei que estava com ele na Rússia. Eu pintava a boca de vermelho e ele me reprimia dizendo que não ficava bem em mim.Então tentei me desligar desse sonho marcante.Tomei banho com aqueles sabonetes transparentes que são os que gostos.E me embrulhei em lã. Está muito frio em São Paulo. Hoje foi meu primeiro dia de terapia com a Dr. Flávia. Ela me passou uma ótima impressão. De uma pessoa estudada. E eu gosto disso. Gosto de me sentir segura.Entrego minha vida nas mãos dela por 60 min.E hoje, já na primeira consulta, ela levantou uma questão curiosa .Perguntou:
"-Como vc . Uma garota que se protege tanto, consegue se meter em tantos riscos?"
Eu AINDA não sei responder.



Helê


Sábado, Setembro 24, 2005




Feito por Mariana Newlands
Helê


Sexta-feira, Setembro 23, 2005



Sabina. Uma jovem russa "histérica" é recuperada por Jung. Os dois se apaixonam. Jung "dá o fora" nela. E não ela não enlouquece. Ela casa-se com outro. Se forma em medicina e junta psicoterapia à educação. Uma escola onde ser livre é prioridade. E o corpo não é tabu. Com Stalin no poder Sabina foi morta em 1942. Infelizmente ela é lembrada quase que exclusivamente como a paciente-amante de Jung. Mas seu legado está na sua obra.
Helê


"Mesmo que me matem, mesmo que me enterrem. Eu me levantarei" Maiakovski.
Helê



-Não tomar café.
-Tomar Só e exclusivamente cerveja.
-Não ficar de pijama durante o dia.
-Evitar me trancar em casa.
-Terminar esse inglês que nunca termino mas dessa vez consigo. E o francês.
-Sair só e exclusivamente com pessoas confiáveis.
-Seguir minha própria cabeça.
-Não ficar muito tempo de bobeira. Agilizar mais.
-Não emprestar mais meu carro.
-ser egoísta.
-não admitir que falem mal de mim.
-Não falar mais mal de mim mesma.

Helê


Quinta-feira, Setembro 22, 2005



Helê


Terça-feira, Setembro 20, 2005


Sinto a serenidade plena. A quanto tempo não sinto exatamente isso! Depois de duas noites de choro a manhã trouxe o alívio.Depois desse final de semana, especificamente, me toquei que o que faltava em mim era lembrar que existo.Não vou contar o que aconteceu.Foi como se meu corpo andasse sem mim por aí. Um vestido grande e grosso sozinho.Um vampiro. E eu fiquei em casa tomando um chá. Foi preciso escorregar. Cair no poço mais fundo para lembrar que eu ainda estou aqui e tenho a capacidade de levantar e me manter de pé. Para lembrar o quanto eu havia esquecido de mim.O ano todo foi a mesma desculpa. "amanhã vai ser melhor " "amanhã vai ser melhor". Mas não é assim. é preciso tomar uma atitude. é preciso não se entregar e procurar ajuda. Vou voltar a fazer terapia. Tomar o meu litium. Acupuntura , cardiologista. e o que mais for necessário para viver melhor e com qualidade. Noites e noites de insônia rangendo os dentes sem conseguir respirar de tanta ansiedade e medo.Mantendo um diálogo interno incessante a ponto de não sobrar energia para viver.Não quero que seja assim. Tenho amigos. Tenho uma família.Sou capaz de fazer as pessoas gostarem de mim. Por que não sou eu mesma capaz de me amar e me cuidar?Para poder retribuir o amor que recebo com vibrações positivas e amáveis. Por que sinto tanto cansaço de viver? Esse fim de semana foi doloroso mas serviu para eu acordar e assumir a responsabilidade de pedir ajuda.Aos meus amigos que passarem aqui, deixo um recado. Estou cuidando de mim.
Helê


Domingo, Setembro 18, 2005


Aos vampiros de verdade
Eu não sei exatamente quando me tornei assim. Mas não tá legal, assim eu não quero. Assumo minha fragilidade. Entrego os pontos. Não vou me deixar enlouquecer. Não posso esquecer de mim. Fluídos roxos. Eu me encolho e outras pessoas ocupam meu espaço. Mas o corpo é meu. Você não pode simplesmente violar minha casa.Do not disturb, fechada pra balanço. Não encha o saco.

Helê


Cadê você?

Procuro seu rosto nos desenhos confusos dos azulejos de casa.
Helê


Sábado, Setembro 17, 2005



Imagem by Victor Carbone
Esperando a chuva
Depois de um dia abafado em São Paulo. A poluíção ensaia um temporal. Eu passo o dia esperando a covarde chuva. A molhar as lembranças do antigo verão feliz.Verão esse que jaboticabas suculentas forravam o chão do quintal da velha senhora, a quem eu chamava de tia.Absorvia tudo e a todos com o gosto açucarado da mexerica, cuidadosamente descascada. Eu estava inteiramente protegida. De um modo tão amável que só o tempo conseguiu consumir a delicadeza do aconchego. Passou. Uma lembrança que agora é assistida através do vidro embaçado da garoa fina.

Helê


Quinta-feira, Setembro 15, 2005


A triste realidade
Diamante, lenço de seda, colar de pérolas,batom cereja.
Perfume de jasmim,luva de algodão, saia de cetim.
Noite vencida, perfume estragado.
Ele não a beijou depois do baile.Antiga tradição.
Perfume vencido, esmalte mal acabado.
Rugas no lugar da pústula. Cravados na carne.
Helê


Terça-feira, Setembro 13, 2005



well well
esse eh o caderno que eu escrevo os posts que são analisados
e postados.
haha
até parece que sou tão cuidadosa assim.
aí nesse dia eu estava escrevendo e o caillou rsolveu dar um rolê e ainda deu chauzinho. Folgadinho.


Helê


O progresso é a antítese da liberdade

A saia de tule molhava o tapete da igreja. A realidade momentânea era apenas um reflexo. Um reflexo circunstancial. Uma fatalidade. Fez-se necessário a rebeldia. A trilogia "amor-trabalho e lazer" compõe a mecânica do mundo. Mas eu sou a ovelha negra da família.
Em sonho Epicuro disse, "Não há nada a temer aos Deuses". Então para que tecer sua vida com sonhos artificiais?

Helê




Eu me apaixono por anti heróis

inda bem que não sou esse tipo de garota

que aceita dançar com estranhos.


photos by hele
Helê


Como ser cafona sen perder la finura em 2005

-Usar o português como língua oficial Nada de nomes de blog em inglês. Nick em inglês. E sempre que vir um slogan publicitário desse tipo fazer cara de blé.
*Vejamos bem nesse tópico não quero dizer que não devemos aprender o idioma. sim é obrigatoriedade. Porém eu acho tão mais sonoro o português e brincar com o idioma natal é mais divertido devido ao domínio e o mundo amplo q a língua oferece. Ah vc não se convenceu?Vou dar exemplo: "Esperando a chuva"tem mais força do que wainting the rain. Tente repetir falando.

-Utilizar o velho ao seu favor e o novo sem querer ser modernozo.
-A mulher se veste de homem e o homem de mulher sem medo de ser feliz.
-A cafona sabe usar chavões sem ser vítima do ridículo.Gnete cult tem mania de achar que tudo é clichê.
-Não combina sapato com bolsa e cinto. Existe coisa mais feia?
- Leia o blog "Cafonices de uma moça fina" e seja cafona pro resto da sua vida.


Helê


Segunda-feira, Setembro 12, 2005



Você me perguntou:


-Como é que se lembra de algo que nunca aconteceu?


E eu respondi:


-Usa a imaginação baby!
Photos by Helê
Agradecimentos a Barbie Shirlei. hehehehe

Helê


Acabei de tomar quase uma garrafa de vinho e voltei a ler o livro "Os diários de Sylvia Plath". O qual quero escrever um post todo dedicado a ele.
Ler embriagada é uma escolha curiosa.Entende-se bem. Porém entende-se diferente.Escrever bêbada é uma escolha confusa.Eu entendo. Se você vai entender aíí já não sei.Também gostaria de dedicar um tópico especial ao meu problema na interatividade. Em o quanto meu racíocinio é fraco e barato como o vinho que acabei de tomar. Muito embora eu não ache que esse seja um assunto que eu deva dar tanta atenção como tenho dado nos últimos tempos. Devido aos problemas que isso têm gerado.De certa forma o que posso responder é: -Não existe remédio para essa anomalia!
O vinho finalmente espantou o tédio do fim de semana. Um domingo quente como em 2002. Fiquei nostálgica o dia todo.E agora estou com a janela aberta esperando a chuva cair.Mas a chuva não caiu. Só uma gota.
De vinho.


Helê



Helê


Segunda-feira, Setembro 05, 2005


Confissões
Eu sou uma lerda que aprendeu a ler aos 4 anos de idade. Vai entender....
Helê


Carta
Can u hear me?


Não quero que me veja.
Tenho vergonha da pessoa que me tornei.
Tão fraca e medrosa.
Esse corpo, a culpa é desse corpo que você criou que eu chamo de tumor.
Um grande tumor que carrego todo dia.
Não que não goste dele. Até acho atraente essas formas, o modo como ele arrepia quando tocado. E o meu cabelo, idêntico ao teu.
Mas nunca foi suficiente. Sempre me vi independente desse amontoado de carne gelada. Sufocante.
Nunca aprendi a respirar como a maioria das pessoas.E quem me conhece sabe que isso não é metáfora.
Eu gostaria tanto de parar de pensar. E quando dormisse não sonhar.
Mas pensamentos latejam. E furam miolos com martelo.
Sorrio nas horas vagas. Mas isso é um segredo.Não quero ser tão mórbida.E sabe, eu sou assim mesmo. Dramática. sentimental e sempre rio de mim no último parágrafo.Se eu erro o português, o inglês,francês, isso me importa tão pouco.
Procuro pessoas que saibam compartilhar esse desleixo.
As pessoas têm mania de contratos.Correm para avisar que a porta do carro está aberta. Não ligam quando choro.
Quero me eventurar. Então escuto Bonnie and Clyde do Gainsbourg. Inspira.
Um dia eu aprendo a ser sexy todos os dias.

Helê

São Paulo

hello!

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